sexta-feira, junho 27, 2008

Eu já havia brincado, mas nunca me identifiquei tanto. O espaço, o laço, a luz cegando os olhos (sempre ela).
Meus últimos pensamentos foram basicamente isso. Isto aqui pra mim está um porre, mas sem mais preocupações.
Porque a vida é linda!
Mas quando o veneno atrai todos seus males para ela, ficamos incolores.
Alguém me prendendo, não deixando fazer o que almejo.
Essa ânsia da cidade, por mais nervosos que fiquem os nervos, me apaixona.

---

"Amar como eu te amei, ninguém
Mas foi só provar do teu veneno
Eu fiquei largado no sereno
Aí me transformei
Já sei gostar de mim também

Chorar como eu chorei, ninguém
Mas chorar foi meu contra-veneno
Pois depois do meu pranto moreno
Eu me purifiquei
E agora eu já me sinto bem

Em teus braços fui brinquedo
Feito pedra falsa, furta-cor
No sereno eu vi que era um rochedo
Jóia de botar no dedo
Gema de minerador

Venha pro clarão da lua
Vamos ver quem tem real valor
Quem for o brilhante continua
E quem for pedra da rua
Vira anel de mercador

Chorar ..."

quinta-feira, junho 19, 2008

Sorrindo e fazendo graça.
Olha para o sol.
Sou eu.

-

"Por que não posso

Pontilhar de inocência e poesia

Ossos, sangue, carne, o agora

E tudo isso em nó"

Hilda Hilst

domingo, junho 15, 2008

Não estou dando vazão.

sexta-feira, maio 23, 2008


Eu o considero um ufólogo. Apesar de seus conhecimentos virem de documentários da Discovery, Nat Geo, Jornada nas Estrelas (Star Trek ele preferia chamar), Universo Elegante e até livros de Stephen Hawking, era bom entendedor da coisa. Sempre que sentávamos no tradicional Cirandinha ele relatava o acontecimento em que Tio Miro e amigos como Antonio e Olivar viram do Forte Copacabana, em 1978, uma frota de ovnis rasgando o céu carioca. Papos de duendes, luzes mal vistas que sorriam, crendo ou não crendo, não importa. Ópio tem quem não discute isso.
A verdade está lá fora. hahaha

quinta-feira, maio 15, 2008

Tive um pouco de insônia pela manhã e bastou isso para eu me perder completamente.
Quando você disse que minha auto-crítica me massacrava, resolvi agir contra tudo que bloqueia.
As histórias de vida que me contam viraram admiração.
Desejei que meu sorriso e meu olhar deixassem de ter o tom de sonsa.
A insônia se transformou em sonho e estes, por descuido meu, deixei que se perdessem.
E assim está sendo, completamente.

---

Ao meu mais novo amigo.

domingo, maio 04, 2008

Domingo padrão

Por muitas vezes a graça de viver me vem à cabeça.
Viagens, comida, amores, não me a pena valem. Não no momento.
Uma vitória ou outra aumenta o ego de qualquer um, mas só de imaginar um futuro padrão... que sem graça.
A otimização do trabalho/esforço de tudo valem. Quem é que não gosta de fazer bonito? (Engraçado que no contexto de cada indivíduo isso ganha uma cara nova)
Mas se chegar ao futuro padrão, ah. Não vale.
Sempre a dúvida.
E Graças!





Ah sim. E por hoje: viva o Mengão!

domingo, abril 06, 2008

Roda Gigante - Chico Buarque

Lembra, amor
Do tempo em que existia, amor
O beijo escondido no parque de diversões
E depois,
Brincando de brincar
Nos brinquedos parados
Nós dois.

Me leva ao céu, roda gigante
E o carrossel não pára um instante
Você e eu
Brincamos tanto
É que só o amor não era um faz de conta
Montanha russa emocionante
Túnel do amor apaixonante

Tapete mágico, aviãozinho, trem fantasma
E a noite então
Lembra você, mas qual você
Não lembra não.

---

pré Roda-Viva. 65, 66.

quarta-feira, março 26, 2008

Quero deixar claro que o que vale é a sua opinião. Não adianta, nem nunca vai adiantar, eu expor tudo que penso e tentar te corromper, te corroer por dentro. No final, você até depois de ter me ouvido, talvez compreendido, não vai mudar seu parâmetro.
A novidade é que se tropeçar fosse pouco, motivos para vir aqui não existiriam.
Seja qual for seu credo, crença ou religião. Parou pra pensar o que te move, né? Parou pra refletir, se desesperar, o porquê de estar cá nesse mundo. A discussão é mais velha que Arquimedes, Kepler, Dercy e Jesus.

E ficamos nós, meros quase vinte anos (um ou outro cinquentão), a discutir epifanias, catarses e todos tipos de tensões em manhãs de brisa.

quinta-feira, março 06, 2008



"Uns tomam éter, outros cocaína. Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria."

(Manuel Bandeira)

- Me foi dito outro dia. É que apenas me chateei...

sexta-feira, fevereiro 29, 2008




Instigante
Incomponível
Incensório
Seu acesso é nulo
Diria pouco
Incipiente
Daqueles que jogam idéias
E assim, criam o ponto de partida do pensamento.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Dizem que o Governo vai cair


Problema de saúde é coisa séria...
Chega ser engraçado ver todas aquelas pessoas, algumas de cabeça bem fechada, advertirem que "agora vai dar certo" após anunciada a saída de Fidel. Aqueles que sempre o viram como o sangüinário, pior ditador do mundo moderno, e foram contra sua resistência ao imperialismo norte americano.

Se vamos dialogar como adultos, me diz, então: Pacatatucutia não?

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Adeus por 8 dias



Me despeço da terrinha
Das lentas caminhadas de meus dias
Onde apertada, machucada, suada e com frio
Vivi feliz
Desta vez ganhei marcas em meu braço
Limpei os pés e reencontrei você
Você, você e você
Sorri mais uma manhã
Para que esse tempo não agoure os daqui e os dali
Conseqüentemente, mais alegrias sinceras para o fim do carnaval
Desfazendo rápido meu tempo, pois a ansiedade mata e
Perturba
Que se tenha boa quinta-feira e vejo você na outra semana
Vejo você na outra semana.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Andei medindo minhas atividades produtivas e concluí que eu não passo da figura do desleixo, da preguiça. Não sei o que se passa, mas eu ando devagar.
Nesse mundão de milhões é fato que quase ninguém faz a fina questão de aprimorar-se intelectualmente; é só no superficial. Me sinto assim às vezes. Uma pseudo que trouxe do passado.
Talvez não tenha entrado no pique, apenas. Isso não vejo como lamentação, por favor, hein. Fiz a pausa pois hoje (agora pouco na verdade), deitei pra dormir e nem tirei o anel do dedo. Incomoda dormir de anel.

domingo, janeiro 06, 2008

Oh no, not you again
Fucking up my life.


Bom começo de ano

domingo, dezembro 30, 2007

Sai!


Algumas pessoas deveriam começar a acender a lamparina. Chato não tem jeito. Ele é, ele É. Paciência, Mariana. Só mais amanhã pro ano acabar.

A foto de Man Ray foi só customização.

sábado, dezembro 15, 2007

Saída de praia

Sol lindo, caloroso, cancerígino
Nos cega por instantes
Enquanto os pés a atravessar os grãozinhos formam a concordância do dia não útil
É, se todas as vezes fossem assim

Esse seu andar na calçada
A calma que não rompe
Ardendo minha pele com sal
De leve no olhar fitando o azul céu

Passeios entre o vento
Os cabelos
A dança dos elementos
Musa música

terça-feira, novembro 06, 2007

Me pediram pra pensar em arrependimento e eu recusei.
Tive muitos, mas não cabe lembrar agora.
Embalei três bolas de serpentina e joguei na grande lona.
Vi tal moça rodando a saia com o espírito ao lado
E chuva de prata no céu.
Não era Lia, era eu.
Quantas cagadas foram feitas
Quanto desgosto sofri
De peito alegre me vi
E meu fio longo, repleto de curvaturas, andei.

segunda-feira, outubro 08, 2007

Foi pro céu

Brindemos a ele
O radialista simpatia
Que vive no samba trocando olhares
E cantando bonito.

Brindemos a ele
Rapaz de simples beleza
De calças engraçadas
E sorriso amigo.

Terminemos a garrafa a ele
Que aqui nos interrompe na psicologia
E com muita alegria e copo na mão
Cumprimos aqui nossa missão.

Por Laís D. e Mariana
- Seu Pires, RJ 2007.

sábado, agosto 18, 2007

multiColor

Cabelos verde, amarelo, violeta e transparente. Caspas de purpurina. Barbas azul-anil. Uma fotografia que parou no tempo dando a todos boas vindas. Foi bom, muito bom, nublado sem lamúria. Deu em samba, batuque, funk. Depois discotecagem, cerveja, risos, mais cerveja. Uma penca de amigos, acabou a cerveja, lanche. Novatos que somos, mui breve seremos. E no fundo todos são.
Mais 160 pra família.

terça-feira, julho 24, 2007

Conto rápido sobre a pirua

Essa história é real. No meu tempo de jazz (a dança), reduto das mini ladies da zona sul, enquanto esperava o início da minha aula sempre viajava um pouco observando as pessoas em volta. A maioria eram mães e babás que aguardavam o fim da aula infantil pra buscar as filhas. O engraçado é que era tanta mãe dondoca às 5 horas da tarde que eu criava a história de vida de cada uma delas na cabeça. Sempre na moda (na moda não é sinônimo de bem vestida neste relato. No dia em que sapato bico fino imitando couro de jacaré for considerado bonito, eu visto um tênis de cada cor. - sei que tem gente que já faz isso, mas eu nunca faria até então.), com cabelo, unhas e maquiagem em dia, era divertido ver elas procurando o que fazer nesse meio tempo. Pegavam a "Caras" do cabide de revistas e folheavam mega interessadas. Não devem, nem deviam ter trabalho. No máximo donas de loja. Mas eram simpaticíssimas, juro. Não falei isso com o intuito de você pensar "Ahh, mas eu não acredito. Não caio nessa."; não penso e agora não mais julgo alguém por sua aparência ou por, em plenas 5 horas da tarde, estar livre e desocupada. Até que ao final da aula da criançada, via uma das mães abraçando sua filha, arrumando a presilha do cabelo da mesma, e pedindo pra trocar a roupa rápido porque o motorista já tava dando a volta no quarteirão. A filha perguntava se ia poder assistir "Meninas Superpoderosas" depois do jantar e a mãe concordava contanto que antes das 21h ela já estivesse na cama, pois no dia seguinte tinha de acordar cedo pra aula de inglês no 'Dice'. E ela, mãe, vivia como? Aposto que chegava em casa, esperava o maridão pra jantar e conversavam sobre toda burocracia de algum processo que a empresa em que ele trabalha estava sofrendo. Talvez ela já esteja planejando as férias de Julho, o chá com as amigas no final de semana seguinte. E o grande dia? Chegaria? Não consegui imaginar o que seria o grande dia...

=/

segunda-feira, julho 02, 2007

O hematoma cura rápido

O cobertor me aquecendo, não esperava esse frio no Rio de Janeiro, e eu, já meio mal, conversei com a consciência. Primeiro lhe dei forma; ela é uma miniatura minha, às vezes vem em forma de criança, às vezes vejo só seu rosto. Me senti idiota outra vez, recebi o comum esporro de "Mas você não é assim!", insisti em olhar, doeu.
Mil frases de pára-choque de caminhoneiro vieram à cabeça, com teminhas de auto-valorização; no caso, de mim.
Acordei ainda com o resfriado da outra semana e a dor passou. Mas ela vem, volta, concluí coisas pra ela não vir mais. Vocês estão certos, levei um socão na cara.

Parou a via-expressa.

domingo, junho 10, 2007

Mix de poesias

Se perceber, vários dos poemas têm vocabulário semelhante por mais que sejam de diferentes autores. Pode-se dizer que foi algo predominante nos dias em que foram trabalhadas. hahaha


Lebronx Boemia Elite

Sentada em meio a babacas e falsos cantores,
após o quarto chopp e a fumaça que vem como um véu,
reflito e penso a que ponto cheguei.
Um rapaz viciado, outro mal-encarado.
Um de amarelo e outro que só risadas dá.
Um duende de verde e outro com ideologia incerta.
Estarei, mais uma vez, só cumprindo minha meta?
Que se dane, a vida me espera.

(Mariana Solis)


Sem Título

Onde estará
O leve e doce sabor da melatonina?
Me seduz
Me conduz
Me leva
Mas o eterno gosto amargo
Permance na boca.
Diante o véu de pensamento,
Levanto.
Acendo um cigarro.
Mas nada tira o gosto amargo
Enquanto os meus pensamentos e desejos
Entrelaçarem minha razão.

(Carlos Px)



Um Brinde Ao Gal!
Dedicado ao amigo João Galva

Se é entusiasmo o que sente
Isto mostra com vontade
Óóóó!!
Saldemos com razão
Ao maior comilão da entidade
Um brinde ao eterno alvo
Brindemos ao Gal!!


(Mariana Solis)



Poesia Romântica Do Carlos
A obra-prima do rapaz!


Diante um turbilhão de idéias
Algo me puxa
Tão sutil como as mãos
De quem guia a mais bela dama ao salão.
Você me encontra nos meus pensamentos
A
F
U
N
D
A
D
A na minha cama
Vício.
Suas coxas roçam com a minha
Sinto meu corpo dormente
Diante do seu peso
Até o sol queimar meus olhos
Me viro.
Pois já que não posso ter seu corpo
Me embriagarei com tua alma.


(Carlos Px - Observação do autor: "Não escrevo certo, pq sou futurista")



SÉRIE BABACA:


Em C

Meu coração arde

Como uma ferida de cigarro

O chopp acabou

Vou pro meu carro.

(Pedro H. Assy)

Sem Título

O chopp acabou

O cigarro se apagou

Eu estou com sono

Então vamos embora,

Porra!

( J. M. Senise)

Sem Título

O chopp acabou, porém o cigarro não.

Sendo o vício maior, escolhemos o maior;

e o maior é o cigarro!

(Lucas "Douglas" Paiva)

Juliana, Segura Essa Porra

Paredes verdes nos cercam.

Papo vai, papo vem e o grito de

glória ressurge da mesa de trás.

"Você espera que eu morra?

Juliana, segura essa porra!!!"

(Mariana Solis)

---

Encantado Dourado

Meu belo serafim sempre em mente

Penso o que o entretem neste instante.

Mal sabe ele que aqui há quem sente

muito mais que a saudade de seu abraço.

É saudade da amizade, da presença.


C'est fini!

domingo, maio 20, 2007

Aos amigos

Incrível capacidade de tornar o vazio do sábado chuvoso em um fim de noite agradável. Grandes, pequenas, bestas, hilárias, nonsenses ações. Que felicidade traz! Que conforto!
Sorte eu tenho.

quarta-feira, maio 02, 2007

Lua Adversa

Tenho fases, como a lua.
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e que vêm
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua)

No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...

(Cecília Meireles)

quinta-feira, abril 12, 2007

Etra

Ao rever minha trajetória
Alguns rabiscos de cartão
Com cor, sombra e tinta
Não me tornaram artista
Algumas harmonias bem boladas
Com letra, melodia
Também não me tornaram artista
O quê sou?
O que sei é que a atividade criativa não é exclusividade deles
Eu, como amante da arte tenho capacidade
Capacidade de admirar
De querer desvendar e reconhecer
E de tentar criar
Até o impossível
Ela não é pra fazer sentido, é irmã da sabedoria! Da beleza!
É irmã da filosofia!
Mas se ser praticante não me torna artista,
Tornaria de qual forma?
Minha total lucidez sobre o que produzo responde
Me refiro ao bom-senso
Então é isso.
Sou amante da arte!

"Artista é o caralho! É o caralho!"